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A Renascença e o Maneirismo (1400 - 1640).

 

Com as descobertas, Portugal descobre um novo mundo de prosperidade comercial, e a pujança do Império Luso traz ao reino uma nova e ainda mais rica tradição cultural. De forma a dominar a nobreza, D. Manuel I toma como estratégia domina-la através da nomeação de elementos da nobreza para cargos públicos, e assim se estabelece uma corte riquíssima,  na qual floresce não só o teatro, a poesia, a música religiosa (o florescimento da polifonia vocal), mas ainda a musica profana, que passa a tomar um lugar de maior destaque. Até aos nossos dias chegaram  colectâneas como o "Cancioneiro Musical de Évora", o "Cancioneiro de Belém", o "Cancioneiro do Palácio", o "Cancioneiro da Vaticana" ou o "Cancioneiro da Torre do Tombo". Em todos eles, figuram não só composições de autores estrangeiros, especialmente espanhóis, que afluíam ao Reino pela sua riqueza, mas ainda uma grande soma de composições de autores portugueses, incluindo várias peças musicais feitas para peças de Gil Vicente, como o vilancico "Niña era la Infanta". Tudo isto resulta num mundo e num fervilhar de actividade musical, deveras comparável com o ambiente vivido nas mais brilhantes cortes italianas.

Mas o ano de 1580 chega, e com ele o domínio filipino (1580-1640). Assim, a corte de Lisboa deixa de existir, e a nobreza retira-se para o campo. Isto significou um esmorecimento cultural, e a produção musica decaiu em larguíssima escala. Não obstante, este é um período no qual a musica religiosa se desenvolve, sob os auspícios da religiosidade da época, e a polifonia toma em terras lusas a sua forma mais perfeita. No entanto, não há quaisquer demonstrações significativas de novos géneros musicais que se desenvolviam na Europa de então, como a ópera ou o madrigal.

 

                                                         

                                   D.Manuel I                                                          Armada de Naus                                          Cancioneiro de Belém.

 

 

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